domingo, 10 de julho de 2011

Às janelas da alma

Um olhar. Um simples olhar que revela quase tudo ou nada quase... 
A janela está ali, hora se fecha, hora se abre, abotoa e desabotoa. 
E vai invadindo mundos, conquistando amigos, inimigos, conquistando a mim. 
A boca fala. O sorriso sorri. Mas é o olhar que revela sua verdadeira alma. 
Os olhos. Ah que lindos olhos!! 
Cheios de vida, cheios de medo, cheios de amor. 
Para, olha, e fala. A boca, os olhos, as mãos... tudo fala.
E conta do dia em que... da vez que... quando viu a...  Ouço absorto, imerso em um mundo alto, longe.
Sua música preferida? Não sei. Cor? Filme? Que importa!!! Quero mesmo é descobrir sua alma. 
E vai desfilando bocas, e gestos, e olhares...
 Hora se faz séria, grave, metódica... acredito em tudo, em qualquer palavra.
E a janela se abre e fecha decidida. 
Hora se faz sutil, leve, mansinha... quase como querendo um aconchego, um afago.
E a janela se abre e fecha silenciosa. 
Hora se faz dissimulada, desentendida, desinteressada... e eu em desatino, entrego-me.
E a janela se abre e fecha triunfante. 

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